Outros Ídolos



Elvis Presley


Pouco depois do meio-dia de 8 de janeiro de 1935, dois meninos nasceram na cidade de East Tupelo, Mississippi, filhos de Vernon e Gladys Presley: Jesse Garon e Elvis Aron. Eram gêmeos idênticos. O primeiro não sobreviveu; o segundo viveria para ser The King".

Elvis desde cedo gostava de cantar gospelsna igreja que seus pais freqüentavam (a Primeira Assembléia de Deus). Seus professores na Lawhon Elementary School já percebiam o talento nato do garoto, e o diretor, da escola o inscreveu num show de calouros n rádio local WELO. Elvis tirou segundo lugar, recebendo cinco dólares e ganhando ingressos grátis para os brinquedos de um parque de diversões. Tinha apenas dez anos. No ano seguinte, sua mãe lhe perguntou o que desejava como presente de aniversário. Elvis queria uma arma de brinquedo, mas Gladys foi inflexível: levou-o à loja e comprou-lhe a primeira guitarra, por US$ 12,75. Consta que o menino esperneou, mas acabou concordando em ficar com o instrumento. Os tempos não eram dos mais fáceis e logo a família Presley teve de se mudar para Memphis. Adolescente, Elvis teve que trabalhar fora para aludar em casa, primeiro numa fábrica de ferramentas e depois numa companhia elétrica, como motorista de entregas.

A vida de Presley mudou depois da gravação de That's All Right Mama, de Big Boy Crudup, com o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black, na Sun Records. Quando ouviu o som, Sam Phillips, o dono da gravadora, sentiu o cheiro do sucesso e registrou tudo. Em 55, Elvis já era famoso em Memphis; em 56, estourou com Heartbreak Hotel, que chegou ao topo da parada na Billboard; e no mesmo ano foi visto no Ed Sullivan Show por 54 milhões de pessoas, transformando-se num fenômeno nacional. Mas, para toda uma legião de fãs, os anos de 1958 e 1959 foram meio mornos, já que o coronel Tom Parker, empresário de Elvis, não quis lhe tirar a imagem de bom moço e insistiu que ele servisse às Forças Armadas americanas. O resultado foi um hiato no boom do rock dos anos 50. Mais: quando voltou, Presley dedicou-se à carreira em Hollywood e quase não gravou nada por nove anos, a não ser as trilhas sonoras de seus filmes.

Bem, o homem a essa altura era um milionário, podia fazer o que bem quisesse. E os seus amigos mais próximos garantem que sua vida era exatamente o que se pode esperar do estreladto: festas, mulheres, banquetes, mansões, aviões, carrões - e tudo o mais que o dinheiro pode comprar.

"Ele nunca levava dinheiro, nem cartões consigo; claro, sempre havia alguém para fechar os negócios em seu lugar, geralmente eu", conta Joe Esposito, o braço direito do Rei nos anos 60 e 70 e chefe do que ficou conhecido como a Máfia de Memphis: a entourage de Elvis. "Uma vez fomos ao aeroporto para comprar uma passagem para Washington e ninguém tinha dinheiro.

O pessoal da companhia garantiu que mandaria a conta para Graceland (a mansão de Elvis em Memphis)." Extremamente pródigo, o cantor não vacilava em ajudar até desconhecidos. Certa feita, encontrou um jovem recruta voltando do Vietnã e lhe deu todos os 300 dólares que tinha no bolso para que o rapaz pudesse ir ver sua família; de outra, deu 10.000 dólares a um ajudante para que ele conseguisse acertar as contas em casa e ficar em paz com a esposa e filhos.

"O Rei era uma criança. Quando você saía para comprar algo com ele, era bom estar preparado. Elvis entrava numa loja de móveis e dizia: "Quero este aqui' - e 'este aqui' era um quarto ou uma sala inteirinha! Uma vez, resolveu comprar um cavalo para Priscilla. Depois imaginou que ela iria querer cavalgar com alguém, e adquiriu mais um. Por fim, achou que todos nós iríamos curtir a idéia... e acabou levando 20 cavalos, gastando um milhão de dólares!", lembra Joe.

Sem dúvida, Elvis Presley era um sujeito solitário. "Eu nunca o ouvi falar de nenhum amigo de infância. Posso imaginá-lo na escola como aquele cara diferente, por causa do cabelo e das roupas coloridas... No fundo, Elvis não gostava de ficar sozinho. Depois que se tornou rcio e famoso, cuidou disso muito bem. Ele sabia que comprava seus amigos, mas não ligava: o importante era que houvesse um monte de gente ao seu redor, e que todos gostassem dele."

A depressão que o atingiu nos últimos anos teve origem no final infeliz do casamento, já que a idéia de família era algo essencial ao cantor, que idolatrava sua mãe (ele nunca aceitou bem o segundo casamento do pai). "E Elvis ficou simplesmente arrasado quando completou 40 anos. Não sabia se ver como outra coisa que não um jovem. Para uma pessoa que sempre personificou a juventude e a alegria, foi uma hora muito difícil." E vieram as pílulas e a morte trágica aos 42. A causa mortis oficial foi colapso cardíaco, mas em seu organismo foram achados traços de 12 substâncias, entre elas Valium e morfina em altíssimas doses.

A imagem que ficou, porém, é a do garotão, sempre disposto a uma brincadeira. Como a de pegar um avião no meio da noite em Memphis e ir comer seu sanduíche preferido (manteiga de amendoim com banana) em Denver...

Tudo começou com Elvis, o branco de alma negra. Não só a música, mas aquela dimensão maior do rock - o culto da personalidade, a estrela que se transformou em superstar. O novo herói americano cristalizado através de Marlon Brando e James Dean ganhava finalmente um corpo, um rosto e uma voz. Foram 42 anos queimados numa vida intensa, da terra úmida do Mississippi aos palcos iluminados da glória, dos gestos rebeldes em blusão de couro aos tapetes vermelhos da fama. E, em meio a solidão, a busca absessiva do ouro - roupas, Cadillacs, discos de platina e mais dinheiro que um homem pode gastar em toda uma existência. A força do mito resiste a tudo. Elvis foi caipira numa época em que o rock se firmou, como fenômeno de massa, nos grandes centros urbanos. Foi machista em meio à explosão dos movimentos feministas. Serviu o exército quando os jovens queimavam suas carteiras de reservista. Foi reacionário num tempo em que a juventude toda era de esquerda. Até no consumo de drogas foi contra a corrente: em vez dos costumeiros LSD e maconha, preferiu o coquetel de pílulas: nos últimos sete meses de vida, seu médico particular receitou para Elvis 5.684 pílulas de narcóticos e anfetaminas.

Ironicamente, de cuca cheia, Elvis foi recebido na Casa Branca pelo Presidente Nixon, que o nomeou agente especial na cruzada contra as drogas...)

John Lennon disse certa vez que Elvis morreu no dia em que entrou para o Exército, em 1958. Mas o Beatle nunca escondeu sua admiração pelo músico: "Nada me afetava, até o dia em que ouvi Elvis." Na visita a Los Angeles, em 1965, o Rei do Rock concordou em receber John, Paul, George e Ringo. Tudo em Elvis Presley foi superlativo. Supercampeão de venda de discos (mesmo depois de morto), campeão de bilheteria com seus 33 filmes, personagem mais reproduzido em fotos e imagens depois de Mickey Mouse, ele desencadeou até um fenômeno insólito no mundo da música: sua morte colocou na praça centenas de imitadores de Elvis, autênticos clones do Rei do Rock. Antes e depois de morto, ele recebeu os maiores elogios, de todas as camadas sociais. Para o cantor de soul James Brown, "Elvis ensinou a América branca a se ajoelhar". Joe Cocker, o inglês que conquistou Woodstock, proclamou: "Elvis é o maior cantor de blues hoje no mundo." O presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, em seu elogio fúnebre, dise que "Elvis era um símbolo da vitalidade, do bom humor e da rebelião da América".

Mas a definição mais eloqüente foi também a mais simples e despretensiosa, a oração à beira do túmulo do cantor, feita pelo pastor C.W. Bradley, velho amigo da família Presley: "Elvis era um ser frágil. Ele mesmo seria o primeiro a admitir suas fraquezas. Talvez devido à sua rápida ascensão para a fama e fortuna, foi envolvido por tentações que muitos nunca chegaram a experimentar. Elvis não gostaria que ninguém pensasse que ele era isento de falhas ou defeitos. Agora que ele partiu, acho mais generoso lembrar suas qualidades e espero que vocês façam o mesmo."

Ninguém discute. Elvis continuará lembrado, durante muito mais do que 20 anos, por suas qualidades. Entre elas, a maior de todas: a de ter sabido transmitir beleza e emoção armado apenas da voz e da guitarra.

Continua em breve...


"Unchained melody" do Disco "Moody Blue"
(Zaret - North)
Oh, my love,
my darling
I've hungered for your touch,
a long lonely time
And time goes by, so slowly
and time can do so much
Are you, still mine?
I need your love, I need your love
God speed your love to me

Lonely rivers flow to the sea, to the sea
To the waiting arms of the sea
Lonely rivers cry, wait for me, wait for me
To the open arms, wait for me

My love, my darling, I've hungered for your kiss
Are you still mine?
I need your love, I need your love
God, speed your love, to me



"Let me be there"
(J. Rostill)

Wherever you go
Wherever you may wonder in your life
Well surely you know, I always wanna be there
Holding your hand
And standing by to catch you when you fall
Seeing you through, in everything you do

I said let me be there in your morning
Let me be there in your night
Let me change whatever's wrong and make it right
Let me take you to that wonderland that only two can share
All I ask you, is let me be there

Watching you grow
And going through the changes in your life
That's how I know, I always wanna to be there
Whenever you feel you need a friend to lean on
Here I am
Whenever you call, you know I'll be there

I said let me be there in your morning
Let me be there in your night
Let me change whatever's wrong and make it right
Let me take you to that wonderland that only two can share
All I ask you, is let me be there

Let me be there in your morning
Let me be there in your night
Let me change whatever's wrong and make it right
Let me take you to that wonderland that only two can share
All I ask you, is let me be there

All I ask you is let me be there

I said let me be there in your morning
Let me be there in your night
Let me change whatever's wrong and make it right
Let me take you to that wonderland that only two can share
All I ask you, is let me be there
All I ask you is let me be there