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Neco e Luizinho, os craques que viraram estátuas.
Até hoje, a imagem e memória de Neco estão reverenciadas no Parque São Jorge por uma estátua. Manuel Nunes, o Neco, é talvez a melhor imagem do amor com que as pessoas comuns se ligam e se dedicam ao Corinthians. Durante 18 anos, ele vestiu a camisa do Corinthians, de 1913 a 1930, período em que conquistou oito títulos paulistas (1914, 16, 22, 23, 24, 28, 29 e 30). Antes de estrear no time principal, ele já havia jogado dois anos nos chamados segundo e terceiro quadros do clube em campeonatos varzeanos.
Chegou ao clube com 16 anos e construiu a imagem de símbolo da garra corintiana em campo, posto que, nos momentos em que a equipe tomava um gol, tinha como hábito buscá-la no fundo da rede, colocá-la debaixo do braço e convocar os companheiros para a reação. Outro jogador imortalizado por uma estátua no clube é Luizinho, o Pequeno Polegar. Luiz Trochillo, herói da conquista do Paulista de 1945, se tornou um mito no clube e é até hoje o jogador que mais vezes vestiu a camisa corintiana: 589 partidas.
Nomes que marcaram época
Em seus 85 anos de história, a nação corintiana elegeu e admirou como mitos uma série de jogadores que suaram a camisa e mostraram talento, raça e intimidade com a bola, como Cláudio Cristóvão do Pinho, o eterno Gerente, que jogou no clube durante 15 anos e 509 partidas na equipe principal. Com 295 gols, ele é até hoje o recordista no número de gols marcados com a camisa alvinegra.
Outro nome que é sinônimo de gol é o Teleco, nascido Uriel Fernandes, que entrou para a história do clube como o artilheiro de melhor média de todos os tempos: 243 gols em 234 jogos. Tão bom quanto ele era Baltazar, o Cabecinha de Ouro, que colecionou títulos e marcou 267 gols pelo Corinthians, no período de 1947 a 1958. Baltazar foi o melhor cabeceador do futebol brasileiro em todos os tempos. Gilmar dos Santos Neves defendeu o gol corintiano durante 10 anos (de 1951 à 1961) com tanta categoria que foi titular absoluto da Seleção Brasileira nas memoráveis conquistas dos títulos que deram ao Brasil o título de bicampeão mundial. Em 70, ano do tri, uma das estrelas de primeira grandeza da Seleção era Roberto Rivelino, o "Patada Atômica". Chamado pela torcida de Reizinho do Parque, reinou durante 12 anos com a camisa 10 do clube. Da mesma geração é o lateral-direito Zé-Maria, o Super Zé, que também defendeu o Brasil em Copa do Mundo. Será sempre lembrado como o símbolo da garra e do amor à camisa.
Mais recentemente, a Fiel torcida e mesmo os inimigos renderam-se ao talento magistral de Sócrates, o Doutor, que levou o Corinthians a conquistar três títulos paulistas (79, 82 e 83) e revolucionou alguns conceitos do futebol moderno.